2002-2008

EGITO FARAÔNICO - TERRA DOS DEUSES

TEMPO MATÉRIA E PERMANÊNCIA, COLEÇÃO EGÍPCIA DA FUNDAÇÃO EVA KLABIN RAPAPORT

MOSTRA O NILO INSPIRA O RIO, DA ASSOCIAÇÃO DE JOALHEIROS E RELOJOEIROS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO – AJORIO.

Período: 15 de janeiro a 31 de março de 2002.
Por ser considerado “o povo mais religioso do mundo” (Heródoto, 445 a.C.), o tema desta exposição foi a religião faraônica, que expressa as relações entre o mundo dos vivos e o mundo dos mortos. Especialmente elaborada para o público brasileiro, a exposição teve como objetivo apresentar os principais deuses e objetos ritualísticos produzidos pela civilização egípcia por mais de 3 mil anos.

"PELÉ - A ARTE DO REI"

Período: 23 de abril a 23 de junho de 2002.
Pela primeira vez uma exposição reuniu um acervo inédito - incluindo objetos pessoais, troféus raros, medalhas, uniformes, fotos históricas e obras de arte - que conta quem é o mineiro de Três Corações, filho de D. Celeste e Dondinho, batizado Edson e coroado Rei Pelé.

ROMANELLI - AS CORES DO TEMPO
PINTURAS

Período: 10 a 28 de julho de 2002.
Romanelli - As Cores do Tempo, retrospectiva dos 40 anos de carreira do artista. A exposição reproduziu parte do ateliê do pintor, no qual se destacava o cavalete em que Romanelli trabalha e quadros que apresentavam ao público as diferentes fases de sua carreira.

ARTE POPULAR NO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
ARTE DO BARRO
ESCULTURAS MONUMENTAIS DE CHICO TABIBUIA
100 ANOS DA 1º CARRANCA DO FRANCISCO GUARANY E 120 ANOS DE SEU NASCIMENTO
MOSTRA DE MAMULENGO E CORDEL

Período: 13 de agosto a 7 de setembro de 2002.

FÓRUM ARTE, CULTURA E TRADIÇÕES FLUMINENSES
Período: 19 a 23 de agosto de 2002.

PRAÇA DA FESTA
Período: 19 a 23 de agosto de 2002.

MOSTRA CURTA ARTE POPULAR
Período: 19 a 25 de agosto de 2002.
"Cultura dinâmica, na medida em que se alimenta de fatos de atualidade, incorporando-os. Sempre mantendo, porém, a estrutura permanente que lhe dá sentido. A cultura popular tem essa capacidade de entrelace, essa porosidade que a mantém viva. O grande etnólogo e folclorista Luís da Câmara Cascudo afirma que o folclore inclui nos objetos e fórmulas populares uma quarta dimensão, sensível ao ambiente. Ao mesmo tempo em que defende e conserva padrões essenciais à própria existência, absorve o que lhe garante o frescor." (Lena Frias)

RETRATOS DO BRASIL

Período: 9 de outubro a 10 de novembro de 2002.
Retratos do Brasil, exposição multimídia comemorativa de 25 anos de produção independente em filme, vídeo e programas de TV da jornalista e apresentadora de televisão Paula Saldanha e do biólogo e cineasta Roberto Werneck.
A tese que Paula e Roberto defendem é a dos “brasis que já dão certo”, pela criatividade do povo em dar soluções locais a seus problemas, pelo resgate das tradições culturais, pelos projetos auto-sustentáveis. Para Paula, documentar uma festa ou um ritual não é simplesmente gravá-lo, mas afirmar o resgate da cultura que se dá naquele momento.

Administração Vania Drummond Bonelli (interina)
Período: 01/01/03 a 10/06/03

SVERRE FEHN - ARQUITETO E ARQUITETURA CONTEMPORÂNEA NORUEGUESA
MIRA 2003 - 1º MOSTRA INTERNACIONAL RIO ARQUITETURA
PAINÉIS E MAQUETES

Período: 29 de abril a 31 de maio de 2003.
Sverre Fehn - Arquiteto e Arquitetura Contemporânea Norueguesa são exposições que integraram o módulo Globalização: exposição individual de arquitetos contemporâneos do MIRA. O trabalho de Sverre Fenh, o principal nome da arquitetura norueguesa, foi apresentado em displayes verticais, maquetes, textos e vitrines horizontais com desenhos, destaque para o premiado projeto do National Watterways Museum "Norsk Vassdragsmuseum."

Administração Marcos Castrioto de Azambuja
Período 11/06/2003 -

COLEÇÃO PIRELLI-MASP DE FOTOGRAFIAS
NA CASA FRANÇA-BRASIL

MOSTRAS PARALELAS:
SALA ESPECIAL HARUO OHARA
SALA ESPECIAL WALTER FIRMO

Período: 5 de dezembro de 2003 a 15 de fevereiro de 2004.
Pela primeira vez um dos mais importantes acervos de fotografia brasileira foi
exposto no Rio de Janeiro. Em sua 12a edição, a parceria entre Masp e Pirelli
seleciona anualmente dezesseis fotógrafos das mais diversas áreas da
fotografia, de modo a constituir um panorama. Fotógrafos presentes no 12o
catálogo: Cesar Barreto, José Bassit, Luiz Braga, Camila Butcher, Cristina
Câmara, Iatã Cannabrava, Eder Chiodetto, Hans Günter Flieg, Carlos
Goldgrub, Walda Marques, Flavya Mutran, Haruo Ohara, Peter Scheier,
Luzia Simons, Otto Stupakoff e Paulo Velloso.

Duas salas especiais, uma em homenagem a uma das aquisições deste ano,
as fotos de Haruo Ohara, e outra com trabalhos de Walter Firmo, que já
integra a Coleção há mais tempo formaram as duas exposições paralelas.
O imigrante japonês Haruo Ohara chegou ao Paraná na década de 20 para
trabalhar na lavoura de café, e a sensibilidade e a excelência com que
registrou a natureza e os colonos de Londrina só se tornou conhecida após
sua morte em 1999. O carioca Walter Firmo mostrou fotos do seu ensaio
“Um Passeio Pela Nobreza”, com fotos de personagens emblemáticas do
samba.

XV SALÃO CARIOCA DE HUMOR
CARICATURISTAS BRASILEIROS (1836-2004)
Período 4 de março a 11 de abril de 2004

A Exposição “Caricaturistas Brasileiros 1836 - 2004” nos permite não só revelar
a qualidade estética dos trabalhos dos maiores artistas desse meio, como associá-la ao contexto histórico de cada época, uma vez que a caricatura tem geralmente, como uma de suas principais características, a referência imediata
à realidade em que está inserida.

Pedro Corrêa do Lago
curador

RIO TECNOMÍDIA
BASTIDORES DA MÍDIA
Período 17 a 23 de abril de 2004


A exposição Bastidores da Mídia, uma das atrações do RIO TECNOMÍDIA, evento paralelo da 4ª Cúpula Mundial de Mídia para Crianças e Adolescentes, revelou as atividades que são realizadas nos bastidores da navegação da Internet, dos jogos eletrônicos, dos programas de televisão e do cinema, desde o roteiro, passando pela storyboard, desenho de cenário e figurino, planilha de produção, confecção de cenário e realização da filmagem.

A MISSÃO FRANCESA - UMA ACADEMIA MODERNA
Período 12 de maio a 27 de junho de 2004

A exposição A Missão Francesa – Uma Academia Moderna se estrutura a partir das sóbrias linhas do arquiteto Grandjean de Montigny para mostrar que os missionários franceses trouxeram para o Brasil bem mais do que os cânones do neoclassicismo, mas também uma nova forma de pensar a produção artística, que, após a Revolução Francesa, estreitou de forma definitiva a relação entre belas-artes e ofícios mecânicos.

VERSO E REVERSO
DE JÚLIO VILLANI

período: 4 de agosto a 12 de setembro

Lençóis bordados, pinturas sobre tela, esculturas em movimento
ou em madeira torneada, colagens, vídeo. E um poço.
Todas estas peças têm no entanto um traço em comum, que o título
da exposição deixa entrever: a exploração do "outro lado".

20/40, de Angelo de Aquino
20 anos do Rex/40 anos de pintura

período: 23 de setembro a 24 de outubro
Nesta exposição, três salas abrigaram as fases do artista. Na primeira, um panorama de seu trabalho entre os anos de 1964 e 2004, focado nas obras mais importantes, como Natureza-Morta, Corações, REX e Auto-Retrato. Na segunda sala REX domina a cena. É o surgimento da figura do cão (1984) nas paisagens que nasceram do imaginário de Angelo de Aquino. Na última sala, a fase inicial: desenhos, exercícios em papel, trabalhos de cor, tudo o que não tem forma, a pesquisa de desfiguras em desenhos e as fotografias.

POR TODOS OS POROS
FOTOGRAFIAS

Período: 4 a 30 de novembro de 2004

Durante os 14 anos em que viajou pelo Brasil, a fotógrafa Sandra Santos extraiu da natureza formas, cores e texturas que sempre estiveram ao alcance dos olhos, mas poucos já conseguiram ver.

MOSTRA O SEU QUE EU MOSTRO O MEU
COLETIVA DE ARTE CONTEMPORÂNEA

Período: 5 a 28 de novembro de 2004

O conceito embutido no título “Mostra o Seu Que Eu Mostro o Meu” é o de ser uma mostra onde os realizadores se encontram para ver um o trabalho do outro, com o claro objetivo de estimular relações profissionais e criar mais um espaço para expor a produção artística dos novos talentos.

AS QUATRO ESTAÇÕES
CHRISTINA OITICICA

Período: 8 de dezembro de 2004 a 23 de janeiro de 2005.

As Quatro Estações” marca um passo decisivo na carreira da artista plástica Christina Oiticica: a criação de uma nova técnica, cujo o princípio se baseia em enterrar as telas, durante as quatro estações do ano, e absorver a interferência da natureza.

IMPERMANÊNCIA
ADRIANA BARRETO

INSTALAÇÃO

Período: 9 de março a 24 de abril de 2005

Adriana Barreto ao fixar o momento e o movimento de cada obra – como se o vôo de cada uma tivesse sido interrompido e tivesse sido abolida a lei da gravidade – consegue que os objetos fiquem suspensos no ar numa sempre incompleta coreografia. Saiba mais

JARDIM GRAMACHO
MARCOS PRADO

FOTOGRAFIA

Período: 10 de março a 24 de abril de 2005.

Embora produzam lixo de forma incessante, as pessoas não costumam pensar no assunto. Mas o fato é que o lixo constitui um dos principais problemas da vida moderna, a exigir toda nossa atenção. Saiba mais.

TRANSITIVOS CONCRETOS
CESAR CALDAS

PINTURAS E OBJETOS

Período: 17 de março a 1º de maio de 2005

Cesar Caldas reduz os elementos plásticos a unidades discretas, conserva a polaridade do branco e preto e reafirma a razão geométrica na montagem planar de seus trabalhos. Saiba mais.

PARIS EM FOCO
FOTOGRAFIA

Período: de 10 maio a 19 de junho de 2005

Paris em Foco apresentou um dos mais importantes acervos fotográficos sobre a capital da França. As 88 imagens da exposição pertencem à Prefeitura de Paris e apresentam um século de evolução e experimentações no campo fotográfico. Fizeram parte dessa mostra mestres como William Klein, Brassaï, Eugène Atget, Robert Doisneau, Marc Riboud e Henri Cartier-Bresson.

ÍCONES TRIBAIS
DENIZE TORBES

PINTURAS E OBJETOS

Período: 18 de agosto a 02 de outubro de 2005.

A exposição de DeniZe Torbes apresentou o rigor formal das máscaras Karajá (Brasil) ou Nuba (África); a elegância das figuras zoomorfas; os tons das cores feitas com pigmentos vegetais; a simetria das marcas e emblemas dos Kadiwéu (Brasil); a estrutura formal dos escudos Massai (África) e ainda a minuciosidade dos ornamentos espiralados dos Mongóis (Índia).

RIO TECNOMÍDIA

Período: de 5 a 13 de novembro de 2005.

O objetivo do evento foi o de familiarizar o público infanto-juvenil com os bastidores das mídias eletrônicas. Diversas atrações reuniram entretenimento, tecnologia e educação, integrando as áreas de animação, jogos, rádio, cinema, internet e televisão.


SEMPRE CARIOCA
ESCULTURAS E CARICATURAS

Período: de 2 de fevereiro a 5 de março de 2006.

A exposição apresentou uma série de desenhos do caricaturista Lan e ainda uma série de esculturas de autoria de Wellington Fernandes inspirados no traço inconfundível de Lan.


PETER KLASEN - NOWHERE/ANYWHERE
FOTOGRAFIAS

Período: de 9 de março a 16 abril de 2006

A obra de Klasen não se apega jamais à simples constatação, ao simples testemunho dos fatos. Ela reúne os sintomas, condensa as angústias e cristaliza as inquietudes, provocando a reflexão e libertando o imaginário.

Bernard Vasseur
crítico de arte


FOTO+
FOTOGRAFIAS

Período: de 9 de março a 16 abril de 2006

O Concurso Foto+ 2005 - Prêmio Hercule Florence foi lançado durante o FotoRio 2005 através de uma parceria entre o Consulado Geral da França no Rio de Janeiro e o Ateliê da Imagem Espaço Cultural.
A proposta, aberta a artistas residentes no Estado do Rio de Janeiro que utilizam a fotografia como meio de expressão, teve como objetivo revelar talentos da fotografia contemporânea e promover o
intercâmbio cultural entre o Brasil e a França.

Patrícia Gouvêa
Artista visual e diretora do Ateliê da Imagem.

SUTILEZAS
Cláudia Ganon

04 DE MAI A 04 DE JUN, 2006

Sutilezas pretende despertar no público uma maneira diferente
de observar detalhes que geralmente não são percebidos
no cotidiano. Cláudia Ganon apresenta pinturas em óleo sobre tela, mas também recentes experimentações de pintura sobre placa de zinco. Exibe fotografias em preto e branco, articuladas em diversos dípticos e trípticos, sobre suportes em tela branca
e apresentadas ao público como um jogo estrutural.

SOMA DE TUDO
Marilia Kranz

20 ABR A 30 DE MAI, 2006

A exposição "Soma de Tudo", inaugurada em 19 de abril na Casa França Brasil, é uma oportunidade para Marília comemorar seus 69 anos. E explica: " A soma de 6 + 9 = 15, 5+1 = 6, que simboliza o tempo, a ampulheta, o tempo. 69 simboliza o Ying e o Yang, o céu e a terra, o claro e o escuro. É a soma de todas as experiências, de todos os trabalhos, tudo o que foi vivido por mim", explica Marília.

Uma poética da matéria
Gianni Patuzzi
06 de junho a 02 de julho de 2006

A trajetória da produção artística de Gianni Patuzzi é fruto da experimentação de todos os materiais – o aço, o cimento e o ferro dos grandes monumentos; da atividade criativa nos campos mais diversos de expressão artístico-espacial – daquele privilegiado da pintura e da escultura ao da arquitetura e do design.

PINTURAS, GRAVURAS, DESENHOS

Guillaine Querrien

Período – 04 de agosto a 03 de setembro de 2006

Pinturas, gravuras, desenhos é o mais recente trabalho de Guillaine Querrien, uma artista francesa que foi seduzida pelas belezas naturais do Brasil. Nesta mostra, a diversidade das formas vegetais do Jardim Botânico do Rio de Janeiro serviu de inspiração às obras da pintora para compor espaços abstratos com elementos da natureza.
Na gravura, ela utiliza predominantemente as técnicas do corte direto, buril, ponta seca e maneira negra. Elas oferecem uma pureza nas linhas e servem à imaginação da artista na produção de imagens vigorosas e repletas de movimento. Caos e beleza caminham unidos na sua visão do universo vegetal.

O site de Guillaine é www.guillainequerrien.fr/
Quadro de Luz

Jô Soares

Período – 01 de setembro a 01 de outubro de 2006
Quadro de Luz é o nome da exposição que marca o retorno de Jô Soares ao universo das artes plásticas.

Para produzir os 45 quadros da mostra, o artista empregou a digicromia única sobre tela, técnica que consiste no ato de desenhar imagens com lápis sobre papel para depois transformá-las por meio do uso de programas de computação. Finalmente, ocorre a impressão do resultado obtido com tinta acrílica sobre tela. Surge assim uma pintura digital, mas que mantém, em sua origem, traços do desenho humano.

As obras, fortemente influenciadas pela arte Pop, histórias em quadrinhos e cinema, têm dimensões entre 80cm x 1,30cm e 2,20cm x 1,70cm. Além das telas únicas, há dípticos e trípticos.

Guida Bueno

Lúdico e Cor

Período – de 6 de outubro a 12 de novembro de 2006

Horário – 12h às 20h

(terça a domingo)

Entrada Franca

Guida Bueno é uma artista plural por excelência. Sua natureza inquieta a conduz aos desafios da experimentação técnica e da exploração de todas as possibilidades criativas que a sua sensibilidade oferece.

Este caminho à procura de novas maneiras de fazer arte levou Guida a buscar a pintura sobre pedras, a cerâmica como suporte de pintura, a gravura em metal, a xilogravura e objetos tridimensionais de escultura – vergalhões com cimento e a própria cerâmica. O pó de mármore e a areia aplicados em telas, além de cacos de pratos e de ladrilhos usados na composição de quadros e objetos, também foram empregados na elaboração de suas telas.

O resultado desta busca foi a descoberta do fascínio exercido por cor e metal e, através da união de ambos, surgem novas formas geométricas pelas mãos da artista.

Bamako & Aller/Retour//Paris/Rio

Período – 14 de novembro a 10 de dezembro de 2006

(de terça a domingo)

Horário – 12h às 20h

Entrada Franca

O Fórum Cultural Mundial (FCM) tem como base um movimento da sociedade civil que inclui organizações não-governamentais e governamentais, instituições nacionais e internacionais, além de gestores, artistas, intelectuais e agentes culturais de todo o mundo. Sua primeira edição aconteceu em 2004, em São Paulo e, este ano, as cidades-sede serão o Rio de Janeiro e Salvador.

O Fórum apresenta um intenso circuito de atividades culturais e as exposições Bamako e Aller/Retour//Paris/Rio são parte da programação prevista para a edição de 2006.

Bamako

A Bienal Africana de Fotografia foi criada em 1994 com o objetivo de estimular a vitalidade dos fotógrafos africanos através do incentivo à produção, à criação e à difusão de seus trabalhos.

Organizada e produzida pelos governos de Mali e da França, a Bienal chega à sua sexta edição, sendo o único evento internacional desta natureza a ser realizado naquele continente.

Parte do acervo da Bienal do ano passado, batizada de Bamako, pode ser conferido no salão principal da Casa França-Brasil. São 51 fotografias de Mark Lewis, da África do Sul; de Bukkie Opebiyi, da Nigéria; de Jean Luc de Laguarigue, da Marticica; de Mohamed Yahia Issa, do Sudão; e de Mamadou Konaté, de Mali.

Aller/Retour//Paris/Rio

A exposição é resultado de um projeto desenvolvido, em 2005, na Cooperativa de Trabalho Artesanal e de Costura da Rocinha (COOPA-ROCA), por ocasião das comemorações do Ano do Brasil na França.

O projeto selecionou cinco jovens franceses de design e moda que trabalharam por dois meses na cooperativa carioca e desenvolveram produtos a partir das técnicas artesanais da COOPA-ROCA. Os objetos de decoração e acessórios de moda foram criados por Margot Allard-Poesi, Sam Baron, Jeanne Goutelle, Aurélie Mathigot e Benoît Missolin.

É a primeira vez que a exposição chega ao Rio de Janeiro.

UniversidArte Apresenta:  mostra de artistas premiados.  

Período – 21 de dezembro de 2006 a 21 de janeiro de 2007

Horário – 12h às 20h

(terça a domingo)

Entrada Franca

O projeto UniversidArte ocupa anualmente os campi da Universidade Estácio de Sá com exposições de desenhos, esculturas, fotografias, gravuras, instalações, performances, pinturas, vídeos e outras mídias contemporâneas. Na décima quarta edição, reuniu 600 obras de 308 artistas de todo o Brasil.

A Casa França-Brasil irá sediar 11 mostras simultâneas do projeto. Serão 10 individuais, resultado da premiação dos artistas selecionados em 2005, e uma mostra coletiva, recorte da UniversidArte XIV.

A exposição coletiva apresentará os artistas que foram selecionados  entre os 308 que expuseram de maio a setembro deste ano, nos corredores e halls dos campi da Universidade Estácio de Sá, e que realizarão exposição em 2007.

Exposições Individuais:

André Bethlem, Chico Fernandes, Cláudio Pedro, Ivan Soter, Jorge Lopes, Kita Eitler, Osvaldo Carvalho, Patricia Gouvêa, Rejane S. Ferman e Ynaiê Dawson. 

Artistas Selecionados para a Mostra Coletiva

Adelino de Oliveira, Alexandre Braga, Alexandre Murucci, Analu Nabuco, Camilla Rocha, Claudia Melli, Felipe Braga, Leila Souza, Marcos Chaves  Rick Castro, Rodrigo Torres, Thamar, Tito Senna e Viviane Teixeira.

Rouge, Blanc et Noir

Artistas Cláudia Lima

Lucas B

Cândida do Rosário

Visitação de 28 de março a 15 de abril de 2007

A exposição nasce a partir da união dos talentos da brasileira Cláudia Lima, do alemão Lucas B. e da portuguesa Cândida do Rosário. Cláudia é pintora, tapeceira e escultora. Apresenta sete peças de sua autoria que evocam as diversas impressões que permeiam o tema “morte”. Ela ainda participa do vídeo-instalação de Lucas B, artista plástico de vanguarda que assume a filmagem, mixagem, sonoplastia e montagem da obra.

A tapeceira Cândida do Rosário completa o trio, trazendo alguns trabalhos retirados da série “Vinte e um fios em branco”.

Produção e realização Lucas B.
                                    Cláudia Lima

Curadoria Dra. Madalena Braz Teixeira
                Diretora do Museu do Traje/Lisboa

Museografia Elizabeth Oliveira

Foto+ 2006

Prêmio Hercule Florence

Período 18 de maio a 17 de junho

Horário 10h às 20h

(Terça a domingo)

Entrada Franca

O Concurso Foto+ / Prêmio Hercule Florence foi lançado em junho de 2005, durante o FotoRio. Fruto de uma parceria entre o Consulado Geral da França no Rio de Janeiro e o Ateliê da Imagem Espaço Cultural, foi idealizado com o objetivo de incentivar novos artistas e fotógrafos e promover o intercâmbio cultural entre o Brasil e a França.

Entre os dez projetos escolhidos para integrar esta coletiva está o trabalho contemplado com o Prêmio Hercule Florence – uma homenagem ao artista francês radicado no Brasil que, em 1833, inventou um processo fotográfico na Vila de São Carlos (atual Campinas), sem conhecimento do que realizavam seus contemporâneos europeus. Florence foi também o primeiro a usar o termo photographie.

O resultado da primeira edição foi apresentado em março de 2006 na Casa França-Brasil e obteve enorme sucesso, com mais de 6.000 visitantes. Apresentamos agora o resultado do concurso em 2006, com os trabalhos dos artistas: Alex Laurentino (ganhador do prêmio) , Isabela Lira, Felipe Varanda, Osvaldo Carvalho, Analu Nabuco, Frederico Dalton, Leonardo Bittencourt, Daniela Justus, Alexandre Mascarenhas e Licius Bossolan.

O concurso é aberto a artistas residentes no Estado do Rio de Janeiro que utilizem a fotografia como meio de expressão.

Mostra de Georges Rousse

Juntamente às obras escolhidas para a coletiva do Foto + 2006, serão expostos trabalhos do francês Georges Rousse.

Desde o início dos anos 80, o artista lança mão de edifícios vazios ou que serão demolidos para realizar suas obras, pinturas que utilizam a arquitetura local e, em seguida, são fotografadas. Rousse desenha figuras geométricas no solo e nas paredes, e essas superfícies pintadas se transformam em volumes, graças à câmera fotográfica. Seu trabalho mescla fotografia, desenho, pintura, escultura e arquitetura, inviabilizando a classificação.

As obras escolhidas abrangem nove fotografias impressas em lonas de grandes proporções.

ANIMA MUNDI 2007

Festival Internacional de Animação do Brasil

link: www.animamundi.com.br

Realização: de 29/06 a 08/07

Atividades desenvolvidas na Casa França-Brasil: oficinas (Estúdio Aberto)

de terça a domingo, das 13h às 19h

O Festival

O ANIMA MUNDI é hoje uma referência internacional na linguagem da animação. A partir de um bem sucedido evento anual, realizado desde 1993 no Rio de Janeiro, o Festival Internacional de Animação do Brasil ganhou outras dimensões, promovendo não só a difusão de filmes e vídeos feitos em animação, mas a sua inclusão como linguagem audiovisual e expressão artística na sociedade brasileira.

O modo de lidar com a apreciação e a didática do cinema de animação, desenvolvido na história do evento pelos quatro diretores do festival (que também são realizadores) foi reconhecido internacionalmente e produz novos desdobramentos. O festival cresce a cada ano, bem como as atividades e realizações paralelas, trazendo um novo olhar sobre este rico ramo da expressão humana.

O Estúdio Aberto

O Estúdio Aberto é a parte mais interativa e, portanto, inseparável do projeto Anima Mundi. Ali o espectador se transforma em criador e pode exercitar sua imaginação em sete técnicas diferentes:

1. MASSINHA DE MODELAR

Pequenos grupos de participantes se organizam para criar roteiros e personagens. Estes são modelados, animados na hora e filmados com um vídeo quadro-a-quadro. O resultado é sempre muita diversão! Idade Mínima: 8 anos.

2. PIXILATION

Este nome esquisito é para a animação de pessoas de carne e osso, como se fossem bonecos! Os participantes se fantasiam e criam histórias e movimentos absurdos que eles mesmos executam, fazendo poses quadro-a-quadro. Idade Mínima: 6 anos

3. DESENHO ANIMADO (2D)

Esta é a técnica mais conhecida de animação. Os desenhos de uma cena são feitos em mesas de luz, um sobre o outro, usando papéis furados sobre pinos de registro. Os desenhos são então gravados quadro-a-quadro com o equipamento de vídeo. Idade Mínima: 10 anos

4. ANIMAÇÃO EM PELÍCULA

Os desenhos são feitos com canetas especiais sobre película transparente 35mm, que logo depois é projetada numa "Moviola", equipamento profissional para edição e visualização de filmes. Idade Mínima: 10 anos.

5. ZOOTRÓPIO

Venha animar com o antigo brinquedo do século XIX! Os participantes fazem 16 desenhos em papel e os colocam no zootrópio. Ao girar o tambor, é criada a ilusão do movimento. Idade Mínima: 10 anos.

6. ANIMAÇÃO COM AREIA

Uma técnica simples de resultados surpreendentes! Uma camada de areia é colocada sobre uma mesa iluminada por baixo. O vídeo quadro-a-quadro registra a transformação dos suaves desenhos feitos com dedos, pincéis ou outros instrumentos sobre a areia, num jogo de formas em claro-escuro. Idade Mínima: 8 anos.

7. RECORTES

Várias partes de uma imagem podem ser separadas e colocadas em movimento. O público vai recortar e montar personagens imantados e conferir o resultado na hora, como nas demais oficinas. Idade Mínima: 8 anos.

“Leonardo da Vinci – A Exibição de um Gênio”

Período: 8 de agosto a 9 de setembro
Horário: 8h30 às 20h30, de segunda a domingo
Valor do ingresso:
Inteiro: R$ 30
Meia-entrada: R$ 15
Horários da bilheteria: diariamente, das 8h30 às 19h30, a partir de 08/08.
Classificação etária: livre
Site oficial: www.exposicaoleonardodavinci.com.br
Agendamento de escolas: Diverte Cultural: (11) 3666-9990/ atendimento@divertecultural.com.br
Informações: (21) 2156-7300 (de segunda a sexta, das 10h às 19h) Vendas: 0300-7896846 (todos os dias, das 9h às 21h)

A mostra Leonardo da Vinci – A Exibição de um Gênio apresenta mais de 110 peças que contemplam a grande parte das áreas de estudo e trabalho do artista italiano. É considerada a maior e mais completa exposição sobre o gênio, pois – ao contrário de mostras itinerantes anteriores – não foca um segmento particular de sua trajetória, mas quase todo o legado davinciano nas áreas da pintura, filosofia, arquitetura, engenharia, anatomia, entre outras.

Em função do número restrito de originais e da rígida legislação que restringe a circulação destes, a proposta da exposição foi buscar a autenticidade por meio da reconstrução do universo de Da Vinci, numa abordagem extremamente detalhada. Para tanto, todos os trabalhos e reproduções foram concebidos em solo italiano, por um grupo de artesãos e especialistas europeus.

Na montagem das máquinas, por exemplo, em todas as ocasiões possíveis, foram utilizados materiais e técnicas do século XV, buscando um resultado semelhante ao que Da Vinci teria obtido à época. Vale ressaltar que metade delas sequer chegou a sair do papel – são conhecidos apenas os projetos e rascunhos originais, além de maquetes produzidas por outros pesquisadores. Obras de arte foram reproduzidas em tamanho original, assinadas pelos mais reconhecidos artistas da região de Florença, enquanto os códigos, estudos de Anatomia e os desenhos da Batalha de Anghiari ganham réplicas ampliadas para uma melhor visualização. Fundamentais na trajetória de Da Vinci, o “Homem Vitruviano”, o princípio da Proporção Divina e a criação da “Última Ceia” são recriados em 3D, com recursos tecnológicos de última geração que proporcionam ao público uma experiência totalmente interativa.

A exposição está dividida em treze segmentos: “Estudos Anatômicos”, “Arte da Guerra”, “Máquinas Civis”, “Códices”, “O pai da aviação”, “Máquinas Hidráulicas e Aquáticas”, “Instrumentos Musicais e Ópticos”, “Estudos sobre Física e Mecânica”, “A arte da Renascença”, “O Homem Vitruviano”, “Desenhos da batalha de Anghiari”, “Documentário” e “Vídeos em 2D e 3D sobre o Homem Vitruviano e a Última Ceia.”

Sistema Firjan – 180 anos da Indústria Brasileira, de 1827 ao séc. XXI

Período: de 17 de outubro a 18 de novembro,

terça a domingo, das 10h às 20h

Entrada Franca

Dividida em 12 módulos, cada qual representando um período de tempo específico, a mostra Sistema Firjan – 180 anos da Indústria Brasileira, de 1827 ao séc. XXI apresentará máquinas, peças e produtos cuja tecnologia influenciou nos avanços sociais e nos hábitos de cada época. Os visitantes poderão ver obras de arte e peças originais, além de objetos inusitados e produtos fabricados no Brasil, que fizeram parte do cotidiano de cada geração.
Na exposição poderão ser apreciados, entre outros itens: reproduções de obras de Rugendas e de Taunay e Debret; vestimentas de vários períodos e até mesmo um avião, o paulistinha, de 1940. Também fazem parte do acervo um braço robotizado de linha de montagem automobilística e uma maquete do submarino robô, retratando os anos 2000.
Ao percorrer todos os módulos, o visitante sairá da exposição com o conhecimento da história da indústria no Brasil e dos costumes de sua população. O início desta linha do tempo é o ano de 1808, quando D. João, ainda regente, assina alvará admitindo o estabelecimento de fábricas e manufaturas. A exposição passa pelo uso da energia elétrica, dos bondes e pela abertura das grandes avenidas pelo prefeito Pereira Passos. Prosseguindo, dá destaque à Semana de Arte Moderna e chega aos anos 30, período marcado por uma política industrial nacionalista. Na década de 1940, a mostra fala da arquitetura brasileira e do seu maior representante, Oscar Niemeyer. Nos anos seguintes, o desenvolvimento industrial da Era Vargas, o Plano de Metas de Juscelino Kubitscheck e a criação de energias alternativas em decorrência da crise do petróleo da década de 1970 são contados através das maiores conquistas e desafios de cada período. No cenário 2000/10, são apresentados o braço de robô da indústria automobilística e a maquete do submarino robô. Painéis sobre satélites brasileiros, cana de açúcar e energia atômica ganham destaque. Um vestido do premiado designer de moda Alexandre Hertchcovitch estará neste módulo. Cinco TVs de plasma apresentarão neste final de exposição informações sobre o Sistema Firjan, sua formação, os trabalhos sociais e de educação, e as conquistas ao longo dos anos. Será apresentado ainda o Mapa do Desenvolvimento do Estado, um estudo do Sistema Firjan, resultado de uma discussão com mais de mil pessoas, entre empresários, professores, especialistas e sociedade civil organizada com propostas e uma visão estratégica de crescimento econômico, político e social do estado do Rio até 2015.

A história feita de sons, música e teatro

Para criar um clima de época, os organizadores da exposição colocarão 20 colunas com reproduções de músicas e sons. Logo à entrada, ruídos de fábricas. O ano de 1808 terá música sacra do Padre José Maurício. Barulhos de bonde e da cidade do Rio de Janeiro se espalham pelo módulo de 1922. Já a década de 30 terá gravações de programas de rádio e entrevistas. O módulo dos anos 40 estará repleto de músicas que fizeram sucesso e que ainda são cantadas até hoje.
Para as crianças, principalmente, uma diversão à parte. Um grupo de 22 atores, vestidos com roupas de época e representando trabalhadores e tipos comuns, fará esquetes percorrendo os módulos.

Bíblia – Citações (de Carlos Araújo)

Período: de 13 de dezembro de 2007 a 31 de janeiro de 2008

terça a domingo, das 10h às 20h

Entrada franca

O artista plástico paulista Carlos Araújo iniciou, há 15 anos, um projeto ousado: pintar 900 telas retratando passagens de toda a Bíblia. O resultado desta iniciativa será apresentado ao público na Casa França-Brasil, a partir do dia 13 de dezembro.

Os 900 quadros, de até 6 metros de altura, foram reproduzidos no livro “Bíblia – Citações”, junto com o texto sagrado. O volume tem 640 páginas e pesa 20 quilos. O primeiro exemplar foi entregue ao Papa em março deste ano.

A magnitude da exposição é acompanhada pelo elenco por trás da mostra. A cenógrafa Bia Lessa será a responsável pela museografia e conceituação da exposição. A montagem será feita pela equipe do carnavalesco e artista plástico Paulo Barros. Sérgio Gonçalves, da Almacén Galeria, um dos curadores da mostra, explica que a idéia é causar um grande impacto aos visitantes da mostra. O trabalho de mais de uma década também será exposto em Florença, Itália, em dezembro.

A “Bíblia – Citações” não foi a primeira obra de Carlos Araújo entregue a um Pontífice. O painel Anunciação foi enviado pelo governo brasileiro ao Papa João Paulo II, em 1980, e agora encontra-se no Museu do Vaticano. O pintor, desenhista e litógrafo Carlos Araújo é autodidata e cursou Engenharia na Universidade Mackenzie, em São Paulo. Anos mais tarde, passou longas temporadas em Paris e Nova York, onde manteve ateliês de pintura, participando ativamente de leilões de arte latino-americana. Seus trabalhos podem ser encontrados em inúmeras coleções particulares e em museus, como o Foundation Mitterand, em Paris, o Museu de Arte Brasileira da FAAP, em São Paulo, e o MASP.

Feira Livre - Feira Audiovisual do Rio

Período: 5 a 8 de março

Principal evento paralelo da Mostra do Filme Livre 2008, tem por objetivo criar e desenvolver uma rede de negócios, trocas e intercâmbio entre realizadores, instituições e empresas do setor audiovisual que tenham interesse em produções independentes.
Entre as diversas atividades da feira está confirmado o lançamento do Guia Brasileiro dos Festivais e do Diagnóstico Setorial 2007.
A Feira será montada no espaço de 730 metros quadrados, ocupando toda a Casa França-Brasil.

Ambientes da Feira Livre

A Feira – espaço onde estarão dispostos os estandes das empresas participantes como expositoras.

Rodada Livre – rodadas de Negócios da Feira Livre - agenda de reunião entre produtores de conteúdo e potenciais compradores. Se você é produtor de pelo menos 1 longa ou 3 curtas ou se tem um projeto que precisa de apoio, aqui você terá a oportunidade de apresentá-los a algumas das principais empresas brasileiras de produção e difusão audiovisual.

Auditório – onde rolarão os debates e palestras.

Brechó Audiovisual – balcão para o público trocar equipamentos e materiais usados, cartazes, VHS/DVDs, livros, etc. Painel de Classificados para divulgação de serviços.

Site: http://www.feiraaudiovisual.com/

O Teatro de Debret

Período: 26 de março a 11 de maio de 2008

de terça a domingo, das 10h às 20h

Entrada Franca
O Teatro de Debret é a maior exposição já realizada sobre Jean-Baptiste Debret (1768-1848), pintor integrante da Missão Artística Francesa que viveu no Rio de 1816 a 1831. Com 511 obras, sendo 346 aquarelas, 151 pranchas litográficas e cinco óleos do artista, além de nove trabalhos relacionados com ele, a mostra revela o Rio, tanto sede do império português como do Brasil, com todos os seus contrastes e exuberâncias. A mostra integra as comemorações dos 200 anos da chegada da Família Real.

Apontado como “cronista” e “repórter” de sua época, Debret escreveu que “não poderia deixar de registrar o mais rápido o Brasil de 1816, uma vez que, nesta bela plaga, mais do que em qualquer outro lugar, os rápidos progressos da civilização adulteram a cada dia o aspecto primitivo e os hábitos nacionais dos brasileiros”.

A exposição tem três grandes módulos e dois anexos. No vão central da Casa França-Brasil, estarão 220 aquarelas, cinco óleos produzidos pelo artista e um retrato seu, feito por seu dileto aluno Manuel de Araújo Porto Alegre.

Na sala lateral esquerda será exposto pela primeira vez o conjunto de 151 litografias do livro “Viagem Pitoresca e Histórica pelo Brasil”, editado na França entre 1834-1839. Na sala lateral direita estarão 116 esboços em aquarela feitos por Debret diretamente nas ruas da cidade, a matéria-prima para seus trabalhos em aquarela ou litografia.

O espaço da Casa França-Brasil tem ainda dois vãos laterais: no lado esquerdo serão mostrados três exemplares originais da primeira edição de “Viagem Pitoresca”, e no direito ficarão sete desenhos originais do artista português Henrique Jose da Silva, diretor da Academia de Belas Artes. A idéia é mostrar dois processos inteiramente diferentes: o ainda rococó e beato portugueses e a modernidade representada por Debret, em sua busca pelo registro de um cotidiano profano.

Mulheres Reais – Modas e Modos no Rio de Dom João VI

Período : de 28 de maio a 06 de julho

Visitação : 10h às 20h, de segunda a domingo.

Entrada franca

A exposição Mulheres Reais – Modas e Modos no Rio de Dom João VI revela a moda - a indumentária e seus usos, como uma importante manifestação cultural e social do Rio de Janeiro, quando a cidade era capital do império português. Os trajes e acessórios serão expostos em 900m² cobertos com tecido no cenário privilegiado da Casa França-Brasil. A exposição está inserida nas comemorações dos 200 anos da chegada da corte portuguesa.

Trajes e acessórios autênticos do Museu Nacional do Traje de Lisboa, do Museo del Traje de Madrid e do Wien Museum - Mode Depot de Viena, e jóias de escravas do acervo do Museu Costa Pinto de Salvador integram o conteúdo museológico e representativo da mostra.

As mulheres reais não são apenas as da realeza, mas também aquelas que ajudaram a construir hábitos e costumes da sociedade urbana carioca em formação no período joanino – tanto as mulheres de colonos quanto as africanas escravizadas – a circularem livremente pelas ruas e praças do acanhado povoado colonial.

As modas e os modos das mulheres da realeza são recriados através de figurinos de D. Maria I, Carlota Joaquina e D. Leopoldina. A exposição capta a contingência singular de cada um delas para revelar a Maria, que não foi apenas piedosa e louca, a Carlota, que está além da feiúra e da intriga, e a Leopoldina, que não se limitou ao papel de mulher-mártir.

lém da abertura, o “Mar dos Mundos”, a exposição será dividida em três módulos: Mulheres da Realeza, Mulheres da Realidade e O Passado no Presente: 1808 em 2008 - Brancas e Negras sobre Fundo Colorido

ANIMA MUNDI 2008 (16ª edição)
Festival Internacional de Animação do Brasil

Período: de 11 a 20 de julho

Atividades na Casa: oficinas do Estúdio Aberto, de terça a domingo, das 13h às 19h

Em sua 16ª edição, o Anima Mundi consolida sua posição no cenário internacional da animação, atingindo a marca de terceiro maior evento do gênero no mundo. Este ano foram mais de 1.300 inscritos no Festival, e serão exibidos 441 filmes de 42 países, sendo 74 deles do Brasil. Criado em 1993, o Anima Mundi foi um dos principais responsáveis pelo desenvolvimento de um mercado de animação nacional, tanto pelas discussões levantadas em suas palestras e encontros, como pela formação de novos profissionais nas oficinas e workshops.

O Anima Mundi 2008 acontece de 11 a 20 de julho no Rio de Janeiro (no Centro Cultural Banco do Brasil, no Centro Cultural Correios, na Casa França-Brasil, no Odeon BR, no Oi Futuro e no Estação Botafogo) e em São Paulo, de 23 a 27 de julho, no Memorial da América Latina. São quatro mostras competitivas (de longas-metragens, de curtas, Infantil e Portfólio) e quatro informativas (Animação em Curso, Futuro Animador, e as Panoramas, de curta e longa).

Além das premiações dos júris oficial e popular e do Prêmio Aquisição do Canal Brasil, o evento também vai ter os seus tradicionais concursos em outras mídias: o Anima Mundi Web, com animações feitas para a Internet, e o Anima Mundi Celular, competição de filmes para celulares que este ano ganha um prêmio exclusivo da Oi para animações brasileiras.

Na Casa, como nos últimos anos, receberemos as oficinas de animação do Estúdio Aberto. Neste, o espectador se transforma em criador e pode exercitar sua imaginação em diferentes técnicas, como massinha de modelar, pixilation, desenho animado (2D), animação em película, animação com areia, entre outras.

Mais informações no site: www.animamundi.com.br.

De um extremo ao outro

Período: 28 de julho a 22 de agosto, de terça a domingo.

Entrada franca

“Minha pintura são viagens pela Terra vista do céu”
Luiz Ferraz

O pintor Luiz Ferraz nasceu em Manaus. Em 1957, ainda adolescente, mudou-se com a família para o Rio de Janeiro. Estudou Sociologia na Universidade Nacional e participou do movimento estudantil durante a ditadura militar. Tal fato o levou ao exílio: pegou um navio com 80 dólares no bolso e um saco de livros proibidos, desembarcando em Cannes, na França, país onde vive até hoje.

Em Paris, Ferraz instalou-se em um modesto hotel da rua Vaugirard, no Quartier Latin, bairro universitário, berço do movimento estudantil de Maio de 68. Enquanto os estudantes se manifestavam nas ruas da capital da França, Ferraz, sem documentos – tal qual milhares de imigrantes que ajudaram a forjar os Trinta Anos Gloriosos da economia francesa do pós-guerra – sobrevivia com um pequeno emprego. Ele acolhia, servia o café da manhã e arrumava as camas dos hóspedes de um pequeno hotel.

Em 1969, indicado por uma associação de ajuda aos imigrantes das ex-colônias francesas na África, o pintor amazonense começou a trabalhar no almoxarifado da rede de hotéis Hilton e, cinco anos depois, tornou-se assistente do diretor financeiro. A abertura dos hotéis Meridien no Rio de Janeiro e em Salvador trouxe Ferraz de volta ao país natal como diretor financeiro da rede hoteleira francesa no Brasil. O retorno deu início a uma carreira de 20 anos que o levou para Atenas, Nova York, São Francisco, Abu Dhabi e de volta a Paris.

Desde os anos 60, a pintura e o exercício diário da escrita em cadernos de anotações foram companheiros permanentes de Ferraz, sendo através deles que o pintor expressa seu universo emocional. O tema que inspira as telas do artista é a natureza e as agressões que o meio-ambiente sofre pela ação do Homem: crateras, os efeitos de testes nucleares, a poluição dos rios e a destruição dos santuários naturais. Autodidata, Ferraz mantém com especial rigor o conhecimento dos materiais utilizados no seu trabalho. A textura das pinturas é obtida pela mistura de gelatina acrílica com pó de pedra-pomes e de mármore. Em seguida, o relevo é coberto com camadas de tinta, betume e ouro em pó.

De um extremo ao outro reúne 25 telas de Luiz Ferraz. Sobre sua obra, o artista diz: “minha pintura são viagens pela Terra vista do céu. Sonho de olhos abertos. As imagens me chegam sem aviso como uma torrente de visões, uma tempestade em alto-mar com a força das erupções vulcânicas. As cores escorrem pelos meus dedos. Os tons vermelhos, índigos, esmeraldas, dourados, cobres, bronzes e pérolas invadem as telas.”