LABIRINTO E ASCENSÃO
De Anna Paola Protasio
Período: de 09 de setembro a 05 de outubro de 2008
de terça a domingo, das 10h às 20h
ENTRADA FRANCA
A Casa França-Brasil recebe a última exposição antes da grande reforma que a manterá fechada ao público até abril de 2009, quando reabre para o Ano da França no Brasil. Durante um mês, a partir de 09 de setembro, Anna Paola Protasio ocupa 470m² com duas instalações distintas. Em sua primeira grande exposição, a artista assume a responsabilidade de encerrar em grande estilo a temporada 2008 da Casa.
Inspirada pelas coisas simples do cotidiano, estudiosa de formas e estilos, Anna Paola busca nos materiais a composição perfeita para o que cria. Tecidos, alumínio, acrílico, bolas de gude, CDs, policarbonato, madeira e tinta compõem as esculturas de Labirinto e Ascensão. “A arquitetura é fundamental para meu trabalho, pois tenho noção de espaço e proporção. Com as instalações tenho mais oportunidade de criar peças que não tenham função, mas continuem tendo forma e proporção, cor e texturas. Ainda assim, tento passar meus sentimentos, críticas e questionamentos”, diz a artista plástica, que é arquiteta de formação.
Em Ascensão, Anna Paola distribui vinte escadas nos 400m² do salão principal. Com até 4m de altura e recheadas de interferências, as escadas representam a dificuldade de elevação. Já em Labirinto, enormes chapas de alumínio dão voltas a partir de (ou sobre) um centro formando flores/ labirintos como se possuíssem a maleabilidade e a leveza do papel. Moldadas em um torno industrial, decapadas com ácido e fosfato, ganham pintura eletrostática a pó 360 graus na cor preta, representando a dificuldade. São 21 esculturas, que juntas somam 378m de comprimento, 44m de altura, 1.470cm de diâmetro e 735kg.
SOBRE ANNA PAOLA PROTASIO
Arquiteta, designer de interiores e móveis e artista plástica, Anna Paola Protasio tornou-se conhecida ao participar de eventos de decoração como a Casa Cor (três edições) e atuar no escritório da dupla Paulo Casé e Luiz PaulConde. Com especializações em desenho, história da arte e arquitetura, em Oxford, na Inglaterra e Boston, nos EUA, também colocou seu traço em mesas, chaise lougue e cadeiras que estão espalhados pelo país. É a primeira vez que Anna Paola mostra a vertente artista plástica no Rio de Janeiro e, em seu currículo, constam exposições no 3º Salão de Arte Contemporânea Brasileira; no Conjunto Cultural da Caixa Econômica Federal de São Paulo e individual no Sesc Ribeirão Preto, em setembro de 2007. Versátil, assinou cenários de peças teatrais como “Aluga-se um namorado’’, com o ator Eri Johson.
A falta que nos move
(espetáculo teatral)
Em função do grande sucesso do espetáculo A falta que nos move, a temporada foi prorrogada até o dia 28 de setembro de 2008.
Fundação Casa França-Brasil
Rua Visconde de Itaboraí, 78 – Centro/ Rio de Janeiro.
Tel: (21) 2253-5366
Período: 04 a 28 de setembro de 2008, de quinta a domingo.
Horários: quintas e domingos às 19h e sextas e sábados às 20h
Ingresso: R$ 10,00 (meia-entrada R$ 5,00)
Classificação etária: 16 anos
Capacidade: 50 lugares
Duração: 90 minutos
Reservas: de terça a sexta, até as 19h, pelo e-mail fcfb@cultura.rj.gov.br
Importante
No ato da reserva, o comprador deve informar seu nome completo, a quantidade de ingressos que deseja adquirir e o dia da apresentação.
A bilheteria será aberta nos dias das apresentações, sempre duas horas antes do início do espetáculo.
As reservas devem ser retiradas até uma hora antes do início de cada apresentação.
A falta que nos move é uma peça-performance, que explora os limites teatrais. Os atores são eles mesmos, mas também são personagens das situações. Nunca sabemos se eles estão representando ou improvisando em cena. Eles bebem e preparam um jantar de verdade enquanto esperam uma sexta pessoa, que ninguém sabe se virá. Tudo acontece no tempo real da ação. Durante o preparo do jantar eles contam histórias para o público e se relacionam. Com o passar do tempo eles acabam revelando suas verdadeiras relações, suas memórias mais íntimas, nos fazendo cúmplices das suas alegrias e das suas dores.
O passado e a memória são resgatados sob diferentes pontos de vista e, de forma sutil e fragmentada, acaba-se traçando o retrato da geração pós-golpe militar. Uma geração que cresceu em um ambiente despolitizado e sujeita à forte exposição da televisão. Que viveu entre. Entre pais e avós. Entre a liberdade e a opressão. Entre o nacionalismo ignorante e o tênis americano. Cantando jingles de comercias e estudando moral e cívica. E que até hoje se pergunta: a que veio?
Os espectadores, quando entram no teatro, recebem um guardanapo em que podem deixar registradas suas histórias, memórias, relatos. Esses guardanapos compõem uma exposição permanente no Teatro. Algumas dessas histórias podem vir a fazer parte do espetáculo.
A peça estreou em 2005 e desde então vem acumulando excelentes críticas e indicações para prêmios. Realizou temporadas lotadas no Rio de Janeiro, São Paulo e nos festivais de São José do Rio Preto, Brasília e Recife. Participou do Wiener Festwochen- Festival Internacional de Teatro de Viena e do Brasil em Cena II no Hebbel am Ufer em Berlin.