2012 - 2010
Prêmio CNI-SESI Marcantonio Vilaça para as artes plásticas A Casa França-Brasil recebe a 4ª edição do Prêmio Marcantonio Vilaça, que tem como objetivo apoiar artistas com trajetórias ainda não consolidadas, promover a difusão da arte e democratizar o acesso à produção contemporânea. A exposição reúne obras de cinco artistas contemplados na edição 2011/2012. Os premiados são o pernambucano Jonathas de Andrade, a mineira Laura Belém, o maranhense Marcone Moreira e os paulistas André Komatsue Paulo Nenflidio, vencedores entre os 30 selecionados dos 580 projetos inscritos em todo o país. O prêmio, que homenageia o galerista pernambucano Marcantonio Vilaça falecido em 2000, constitui uma dos principais iniciativas de estímulo à arte brasileira, sendo referência entre as mais importantes e concorridas premiações nacionais do gênero. Ao longo de sete anos, 2532 propostas passaram pela avaliação dos jurados e já foram premiados 20 artistas que atuam em diferentes pontos do país. Cada edição bienal resulta na montagem da mostra coletiva, que percorre cidades e capitais das cinco regiões brasileiras. Encontros com o objetivo de formação e disseminação de conteúdos de arte contemporânea agregado ao contexto curricular das escolas nas ações socioeducativas, relacionados às obras dos artistas integrantes da Exposição da 4ª Edição do Prêmio CNI SESI Marcantonio Vilaça para as Artes Plásticas. Palestrante: Marcus Lontra Público: professores/profissionais de Educação da rede de ensino do Rio de Janeiro 19 de março – 10h às 12 / 14h às 16h inscrições: * Vagas Limitadas Casa França-Brasil Ivens Machado 11 de dezembro de 2011 a 25 de fevereiro de 2012 Ivens Machado trabalha com a idéia de ritos de passagem ao criar grandes ambientes em uma mostra pensada especialmente para ocupar os espaços da Casa França-Brasil. Importante artista da década de 70, Ivens realizou releituras de dois trabalhos feitos anteriormente, os azulejos, para o MAM do Rio de Janeiro, e as esculturas de troncos, para Bienal de São Paulo, respectivamente em 1973 e 2004. Como um dos pioneiros da videoarte no Brasil, Ivens cria uma instalação inédita com vídeo e caixas de papelão. Outra obra central que nos faz alusão à passagem, são os montes de areia sobrevoados pela miniatura de aeromodelo.
Projeto Cofre 11 de dezembro de 2011 a 25 de fevereiro de 2012
2011 O Ser e o Aparecer – Valérie Belin A Casa França-Brasil, vinculada à Secretaria de Estado de Cultura do Rio de Janeiro, recebe em setembro de 2011 a exposição “O Ser e o Aparecer”, da artista plástica francesa Valérie Belin. A curadoria é de Adon Peres e Evangelina Seiler. A aclamada fotógrafa francesa explora a capacidade de manipular a percepção do artificial e da realidade. Na Casa França-Brasil, Valérie Belin apresenta uma nova série de trabalhos intitulada “Back-eyed Susan”, que integra suas pesquisas em torno da natureza híbrida da fotografia. Fotografias em grande formato de rostos de mulheres se fundem com sobreposições de flores, misturando o icônico ao banal. Nas salas laterais, o público poderá conferir boa parte do percurso de Valérie Belin, realizado predominantemente em preto e branco - como a célebre série Fisiculturistas 1 (1999), uma foto em tamanho gigante da série Ballroom Dancers (2008) e uma intrigante série de 1996, sem título, que retrata vestidos de época acondicionados em caixas. Algumas fotos da série Vintage Cars (2008), em cores, estarão integradas a esta seção da mostra. A série Pallettes, de 2005, completa a mostra: são fotos de carcaças de computadores, monitores, copiadoras e outros equipamentos eletrônicos que esgotaram sua vida útil. Fotografados numa fábrica que separa equipamentos eletrônicos para reciclagem, os objetos nos pallets não estão arranjados artisticamente; foram clicados exatamente do jeito que os operários os empilharam, obedecendo a regras simples de classificação dos equipamentos e à lei da gravidade. Esta é a primeira exposição individual da artista no Rio de Janeiro onde já apresentou seu trabalho no Oi Futuro e no Instituto Moreira Salles. Expôs em museus como Musée D’Orsay Paris, França; Musée d’Art Contemporaine de Lyon; Musée National d'Art Moderne Centre Pompidou, Paris, França; MoMa de São Francisco, EUA; Musée Elysée, Lausanne, Suiça; Hayward Gallery, Londres, Reino Unido; e Culturgest, Lisboa, Portugal, entre outros. Site da artista: www.valeriebelin.com
Projeto Cofre - Pintura Antifurto - Pedro Victor Brandão A Casa França-Brasil dá continuidade ao Projeto Cofre com a obra do artista Pedro Victor Brandão, Pintura Antifurto, elaborada especialmente para este espaço. Esta série é resultado da apropriação de imagens de cédulas manchadas por um dispositivo antifurto quando há roubo em caixas eletrônicos por explosão. Pedro utiliza as cédulas manchadas com uma tinta púrpura, criada por este dispositivo e elabora uma composição e, ao mesmo tempo, disponibiliza algumas notas para apropriação do público. Instigado pelo espaço/Cofre e sua funcionalidade inicial, o artista re-significa o papel-moeda criando uma nova inserção das cédulas no circuito. Pintura Antifurto é parte de uma pesquisa sobre a criação de “virtualidades no contemporâneo”, diz o artista. O acesso para fotografar as notas se deu através de autorizações do Departamento do Meio Circulante do Banco Central e das empresas que cuidam da segurança de operações bancárias. Atualmente, há 75 mil notas inutilizadas em circulação. O artista Pedro Victor Brandão nasceu em 1985 no Rio de Janeiro. É fotógrafo e artista visual. Estuda na Escola de Artes Visuais do Parque Lage e desenvolve trabalhos autorais que versam sobre re-significações da imagem fotográfica. Desde 2007, integra o coletivo de arte OPAVIVARÁ!. Em 2008, ganhou o 3º Prêmio do 1º Salão de Artes Visuais de Petrópolis. Participou de exposições coletivas, com destaque para Abotoados pela Manga (2010), Por aqui, formas tornaram-se atitudes (2010), Arte Sonora @ NAT (2009) e NÀU – IAB-RJ (2008). Em 2010, foi premiado pela FUNARTE no XI Prêmio Marc Ferrez de Fotografia com o projeto O Transitório Fóssil.
Happenings – Ações Coletivas | Arte_Perfomance_Discussão HAPPENINGS é um projeto de ações coletivas que envolvem performances, espaço para conversação, poesia e sonoridades experimentais. O conceito é mostrar um panorama do que há de interessante no cenário da arte contemporânea de forma espontânea, plural, utilizando diversas mídias e formatos com olhares transversais. A 2ª Edição do projeto HAPPENINGS terá um olhar transversal das artes com uma sequência de ações coletivas que transportem o público a uma sucessão de estímulos. O patrocínio é da Casa França-Brasil, vinculada à Secretaria de Estado de Cultura do Rio de Janeiro, com curadoria de Batman Zavareze e realização da 27 Mais 1 Comunicação Visual Ltda. O termo “happening” (do inglês, acontecimento) foi cunhado pelo artista norte-americano Allan Kaprow (1927-2006) e refere-se a ações coletivas, podendo combinar elementos visuais e teatrais, espontaneidade ou improvisação, muitas vezes com a participação do público. As raízes do happening remontam a atos praticados nos movimentos dadaístas e futuristas, e seu desenvolvimento desemboca na assim chamada arte da performance. Programação EXPOSIÇÃO - De 6 a 14 de agosto 2011 SÁBADO - 6 de agosto 10H – 20H > EXPOSIÇÕES 14H - 16H > Mesa de Discussão 16H - 16:30H > PERFORMANCE 16:30H - 17H > PERFORMANCE 17H - 17:30H > PERFORMANCE 17:30H - 18:30H > PERFORMANCE SONORA 18:30H - 20H > DJ SET SÁBADO - 13 de agosto 10H – 20:00H > Exposições 14H - 16H > Mesa de Discussão 16H - 16:30H > PERFORMANCE 16:30H - 17:30H > PERFORMANCE SONORA 17:30H - 18H > PERFORMANCE 18H - 19H > PERFORMANCE SONORA 19H - 20H > DJ SET
ANIMA MUNDI Começa dia 15 de julho o Anima Mundi, festival que visa informar, formar, educar e entreter, utilizando as infinitas possibilidades da linguagem de animação. Nessa edição serão exibidos mais de 400 curtas de 44 países diferentes. Programação completa: http://animamundi.com.br/
Exposição “2892”, de Daniel Senise Site do artista: www.danielsenise.com Artista consagrado da geração 80, Daniel Senise ocupa o espaço expositivo da Casa França-Brasil com a mostra “2892”. A exposição apresenta as séries “Mil”, 2010 e “Silvio Romero, 34”, 2009/10, a obra inédita “2892”, 1993-2011, e “Crucifixão”, especialmente criada para o cofre da Casa França-Brasil. O título “2892” se refere à obra do salão principal, formada por setenta lençóis pelos quais passaram 2892 pessoas. Este trabalho foi iniciado em 1993, quando Senise doou lençóis brancos ao Instituto Nacional do Câncer e a um motel da cidade do Rio de Janeiro. Paredes de 21,5m formam um corredor: de um lado, os lençóis de motel, “Branco 2430”; do outro, os do hospital, “Branco 462”. Nas salas laterais, o artista apresenta duas séries de trabalhos, a série “Mil”, 2010, com telas de tijolos feitos de papel, folders, catálogos e convites, oriundos de material expositivo. Neste processo, Senise recoloca esses materiais no circuito de arte. A segunda série, “Silvio Romero, 34”, 2009/10, consiste em fotografias do ateliê do artista impregnadas de resíduos, pisadas e marcas do cotidiano. No cofre, páginas de livros de arte provenientes de edições da década de 1950, com imagens da pintura “A Crucifixão”, de Matthias Grünewald, compõem a obra “Crucifixão”.
Exposição Nova Cultura Contemporânea Nova Cultura Contemporânea traz mais de 130 artistas internacionais simultaneamente para a Casa França-Brasil e a Escola de Artes Visuais do Parque Lage. A mostra multidimensional revela o processo criativo com um work in progress coletivo, música ao vivo, apresentações audiovisuais, performances, videoarte, instalações ao ar livre, palestras, cinema e gastronomia. A cada semana, um grupo de aproximadamente dez artistas diferentes produz obras colaborativas. O processo de criação poderá ser acompanhado passo a passo pelo público, com ápice aos sábados, com shows e apresentação das obras produzidas. Mais da metade dos artistas participam presencialmente e os demais por meio do envio de trabalhos impressos e audiovisuais. Na Casa França-Brasil, uma das surpresas será a Sala de Projetos , um ambiente controlado no qual os artistas mostram um projeto em diferentes camadas, unindo artes plásticas, audiovisual e efeitos sonoros, além de performances e shows no átrio. No Parque Lage,o foco são as instalações que interagem com o jardim e o ciclo de palestras dos artistas. ARTISTAS PRESENCIAIS / PRESENT Quayola, Hildur Gudnadottir, Basavizi, Abstract Birds, Yochai Matos, Tofer Chin, Miltos Manetas, Novi_sad, Optical Machines, Momo, Isaac Niemand, Sophie Gateau, Isan, Karl Kliem, B.Fleischmann, Cristopher Cichocki, Rosa Menkman, Rafael Rozendaal, Sebastien Preschoux, Heleno Bernardi, Evan Voytas, Krink, Jeffers Egan, Mulheres Barbadas, Eltono, Raphael Grisey, Ovni, Rebecca Ward, Checho Gonzales, Lucy McRae, Mark Jenkins, This Time, Henrique Fogaça, Hapax, Michael Vorfeld, Gabriela Maciel, Objeto Amarelo, Tape, Max Hattler, Clemens Behr, Midaircondo, Shima, Guto Nobrega, Erik Bünger, Ohayo, Jonas Liveröd, Albinoi, Hans Appelqvist, Rafael Pereira, The Magic State, Beast, Andreas Söderström, Paula Trabulsi, Dungeon Acid, Batman Zavareze, Mathias Holmberg, David Quiles Guilló. ARTISTAS IMPRESSOS / PRINTED Sergei Sviatchenko, Alex Prager, Marina Bychkova, Felice Varini, Gabriel Dawe, Yago Hortal, Russ Mills, eBoy, Lucas Simões, Nienke Klunder, Mark Schoening, Andy Denzler, Denis Darzacq, Protey Temen, Joan Saló, Ripo, Jason Redwood, Alex Fischer, Kevin Francis Grey, Jennifer Sanchez, Alex McLeod, Midori Hirose, Filippo Minelli, Good Wives & Warriors, Kate MccGwire, Gam Bodenhausen, Isolde Woudstra, Marco Grassi aka PHO, Lena Szczesna, Biosfear, Philippe Jusforgues, Sandra Koodi. ARTISTAS VÍDEO / VIDEO Christiane Wöhler, Volker Schreiner, Julian Rosefeldt, Zimoun, Thorsten Fleisch, Barbara Hlali, Philipp Hirsch, Yves Netzhammer, Daniel Burkhardt, Astrid Rieger, Carsten Nicolai, Zeitguised, Julia Oschatz, David OReilly, Bjørn Melhus, Timo Katz, Jan Verbeek, Minivegas, Carl Burgess, Jelle Feringa, Karsten Schmidt, Marc Kremers, Universal Everything, Mate Steinforth, Robert Hodgin, Pandapanther, Thomas Traum, Paul Simpson, Maxim Zhestkov, Tomas Garcia, Fernando Sarmiento, Alex Peverett, Paul Seen, Anna Linder, Tove Kjellmark, Nadine Byrne, Tom Scholefield, Bodil Gustafsson Furst, Robert Seidel, Frida Franker, Nanna Hellberg.
Exposição Grande Período de 19/12/2010 a 27/02/2011 A artista Laura Lima concebeu a exposição "Grande" para a Casa França-Brasil com quatro grandes obras que flertam com a obscuridade da criação. O mágico nu, Pelos + Rede, Baixo e Escolha contam com a presença humana na realização de ações idealizadas pela artista. Um imaginário povoado por pessoas-esculturas e metáforas que jogam com opostos que habitam a vida e a arte – organização e caos, razão e loucura, labor e contemplação. Obras impactantes, tanto em função do tamanho como em termos conceituais, abrem espaço à imaginação do visitante. Circundado por uma inusitada estante que ocupa o vão central da Casa França-Brasil, o público encontra O mágico nu (2010): elegantemente vestido e nu de artifícios, pois usa mangas curtas, este mágico produz, sem parar, esculturas num torno de argila, fundidas a outros materiais. Ao mesmo tempo, organiza e reorganiza objetos e ferramentas na hiper-estante que, à sua frente, é reconhecível em sua função original e, às suas costas, é caótica. A argila, como na Criação, é matéria de tudo o que acontece nesse espaço e cria, sobretudo, o contraste entre a elegância do mágico e a aparente “sujeira” da massa. A partir dessa vista ao mundo dicotômico do Mágico, o público se aproxima de Pelos + Rede (1997/2010): numa rede de mais de 30 metros, que atravessa todo o vão central da Casa, há um casal nu em atitude contemplativa. A mulher tem seus pelos pubianos alongados e o homem, as sobrancelhas. Chega-se então a Baixo (2010), espaço rebaixado a apenas 60 cm do chão, onde uma figura humana com características específicas aguarda o espectador que se dispuser a agachar-se para vê-lo. As obras Pelos+Rede e Baixo foram concebidas dentro do conceito do conjunto Homem=carne/Mulher=carne, que Laura Lima vem desenvolvendo há alguns anos. Escolha (2010) é o último espaço da exposição e tem este nome porque o acesso a ele é de livre escolha do público. É um espaço de surpresa, que recebe quem está disposto a mergulhar sem qualquer informação prévia. Laura Lima vive no Rio e é um dos nomes que se destacam na nova safra da arte contemporânea brasileira, com uma interessante carreira internacional e participação em exposições como Arco Madrid 2008, Bienal de São Paulo (1998 e 2006), duas edições da Bienal do Mercosul (Porto Alegre), To Age (Chapter Art Centre - Cardiff, Inglaterra); A little bit of history repeated (Kunst Werke, Berlim), Alegoria Barroca na arte contemporânea (Centro Cultural Banco do Brasil, RJ), Troca Brasil PNCA(Portland, Oregon, EUA) e Panorama da Arte Brasileira 2001 e 2006, entre outras. Mesa-redonda e lançamento do catálogo Com Lisette Lagnado (Profa. e crítica de arte), Roberto Corrêa dos Santos (Prof. e teórico de arte), Laura Lima (artista). Dia 17 de fevereiro de 2011. Quinta, às 18h30. Arquitetura do segredo Período de 19/12/2010 a 27/02/2011 Pequenos espaços continentes compõem uma arquitetura imaginária que remete ao próprio espaço do cofre como lugar do segredo, do esconderijo. De alguma forma revelam na concretude do mundo um tema psicológico bem geral: a idéia de que quem guarda um tesouro guarda-se com ele. O trabalho apresentado por Amalia Giacomini procura deste modo tocar na relação entre a intimidade do homem e da matéria.
2010 Hélio Oiticica – Museu é o Mundo De 11 de setembro a 21 de novembro de 2010 A Casa França-Brasil, juntamente com o Paço Imperial, o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM-Rio), recebe parte de destaque da obra de Hélio Oiticica. A Casa abrigará os penetráveis “Éden” e “Gal”, ambos de 1969, PN27 "Rijanviera" (1979); o parangolé “Capa Feita no Corpo” (1968), e os filmes “Agripina É Roma Manhattan” (1972), e “Brasil Jorge” (1972). Haverá ainda documentação sobre as obras expostas na instituição. No dia da abertura, o artista David Medalla fará uma performance e haverá uma homenagem da Mangueira a Helio Oiticica. A exposição, a mais completa sobre o artista já realizada, tem curadoria de César Oiticica Filho e Fernando Cochiaralle e conta com amplo projeto educativo, além de exibições de vídeos e processos do artista. Museu é o Mundo investe integralmente na afirmação de Oiticica e dispõe obras do artista instaladas em espaços públicos do Centro, Zona Sul e Zona Norte do Rio: Praças XV e do Lido, Aterro do Flamengo, área externa do MAM, Centro Cultural Cartola (Mangueira) e estação Central do Brasil. "Hélio Oiticica – Museu é o Mundo" Visitação às ocupações na cidade (transporte gratuito) PROJETO COFRE VISTA (2010) Período: 18 de setembro a 21 de novembro de 2010 Com o objetivo de valorizar a arquitetura do prédio histórico da Casa França-Brasil e viabilizar a exposição de trabalhos de arte contemporânea, a linha curatorial da programação está orientada para a realização de obras concebidas especialmente para os espaços da Casa. Com esta idéia norteando a ação cultural em artes visuais, grandes instalações ocupam o Salão Principal e as Salas Laterais, e um novo espaço será ocupado por um trabalho de arte. Trata-se do Cofre, uma sala de 2,40m² sem função definida desde a transformação do prédio em centro cultural. A primeira artista convidada a criar uma obra para o cofre é Cristina Salgado, (Rio de Janeiro,1957). Formada em Biologia, cursou mestrado em Comunicação e Cultura na Escola de Comunicação da UERJ e doutorado em Artes Visuais, na escola de Belas Artes da UFRJ. Foi artista residente no Yorkshire Sculpture Park, Inglaterra (1991), no Chelsea College of Arts and Design, University of the Arts London, Londres. É professora adjunta no curso de Design, na Pontifícia Universidade Católica desde 1993 e no Instituto de artes da UERJ, desde 1997. Durante 2009 foi professora no curso de Fundamentação, na Escola de Artes Visuais do Parque Lage. Com exposições individuais e tendo participado de diversas coletivas, Cristina Salgado possui trabalhos em coleções públicas, como a Coleção Gilberto Chateaubriand, Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro; Coleção João Sattamini, Museu de Arte Contemporânea de Niterói; Shell do Brasil, UECLAA/ University of Essex, Colchester, Inglaterra; British Council, Rio de Janeiro. O trabalho idealizado pela artista para ocupar o cofre da Casa França-Brasil é “Vista”, que se amalgama ao próprio espaço, como se participante da mesma estrutura. Um drapeado rosado ocupa toda a extensão da parede do fundo do cofre, tendo ao meio, uma estreita faixa central de cor vermelha. O principal material utilizado é um tecido emborrachado e sua visualidade conota um acúmulo de pele, a parte externa de um corpo. A artista lida com o embaralhamento entre interioridade e exterioridade, seu tema recorrente. Cofre e “Vista” se associam para a produção sentidos entre organismo, valor, sufocamento, desvelamento. A CÉU ABERTO Período: 30 de maio a 05 de setembro de 2010 A exposição "A céu aberto", como o próprio nome sugere, foi concebida a partir da idéia de criar novas possibilidades de espaços expositivos para o exterior da Casa França-Brasil, em que os trabalhos pudessem interagir tanto com a arquitetura, quanto com o ambiente urbano que os rodeia. Uma vez definido este conceito, foi possível estabelecer quatro momentos dentro desta exposição coletiva, com obras adaptadas para as dimensões das respectivas áreas de ocupação, de artistas com trajetórias e formações distintas: Leonilson, Paulo Vivacqua, Geléia da Rocinha e Smael. A frase de Leonilson “Observar e dar chance à minha curiosidade”, encontrada em um de seus diários, ganhou uma versão digitalizada e é exibida pela primeira vez neste formato, ampliada em grande escala. Em sua última entrevista, ele mesmo se intitulou "curioso" e "andarilho", palavras que apareceriam logo mais nos trabalhos da exposição que ele preparou para a Capela Morumbi, em São Paulo. A instalação sonora de Vivacqua “Porto de aproximação” trata da memória do mar e oferece ao ouvinte um trabalho de síntese granular para o tratamento do som. Esta é a nomenclatura utilizada pelo artista, que regenera o som original com o auxílio de softwares de áudio. Assemblages formados por auto falantes, sustentados por pedestais, cobertas por papel alumínio e um manto plástico, sugerem um conjunto de espectros do que seria "o eco dos tempos", em que o mar chegava até o pátio da Casa França-Brasil. Com uma lona que cobre toda a superfície do gradil, Geléia da Rocinha cria um universo surrealista no qual seus personagens são ricamente coloridos por tinta acrílica. O artista inseriu em uma mesma cena banhistas, surfista, mergulhador e animais marinhos. “O mergulho” possui um exuberante repertório pictórico que atrai o olhar do observador por toda sua extensão, até que sua atenção seja retida por algum detalhe curioso. Tendo como referência o trabalho que faz nas ruas da cidade, Smael criou o grafite “Pássaros no muro”. A linha negra traçada pela tinta spray dá forma aos desenhos, ao mesmo tempo em que os divide em áreas de cores variadas. Seu trabalho é concebido a partir de experiências pessoais, que inspiram a elaboração de personagens ora abstratos, ora figurativos. A exposição tem curadoria de Marco Antonio Teobaldo. O Governo do Estado do Rio de Janeiro, a Secretaria de Estado de Cultura patrocinam a mostra. Happenings - Ações Coletivas: arte, performance e discussão O projeto HAPPENINGS ocupa a Casa França-Brasil, vinculada à Secretaria de Estado de Cultura, de 17 a 28 de agosto com ações coletivas que envolvem performances, espaço para conversação, poesia e sonoridades experimentais. Com a curadoria de Batman Zavareze, o objetivo é apresentar um panorama do que há de interessante e relevante no cenário da arte contemporânea do Rio de Janeiro de forma espontânea, plural, utilizando diversas mídias, formatos e olhares transversais. O ápice do projeto ocorre no dia 21, que concentra a maior parte do repertório de atividades artísticas, das 14:00 às 20:00. Durante esse dia, o público presenciará as instalações escultóricas que exploram imagem e som através da interatividade do público, cortesia dos artistas Chelpa Ferro e Cadu, cujas instalações estão disponíveis para a visitação do público desde o dia 17.
O Anima Mundi 2010 acontece de 16 a 25 de julho no Rio de Janeiro (Centro Cultural Banco do Brasil, Casa França-Brasil, Centro Cultural Correios, Praça Animada, Odeon BR, Oi Futuro (Ipanema e Flamengo) e Arteplex) e de 28 de julho a 1 de agosto em São Paulo, no Memorial da América Latina e no CCBB-SP. Exposição Rosana Palazyan Exposição Iole de Freitas Casa França-Brasil recebe pela primeira vez a obra de Iole de Freitas, artista de prestígio internacional que desenvolveu uma exposição especialmente projetada para o centro cultural. O trabalho de Iole de Freitas reúne elementos diversos que desafiam e interagem com o espaço que o circunda. Leveza, luminosidade e aconchego dialogam entre si e com a Casa, em um movimento constante que provoca sensações diversas no espectador. A participação do espectador, em uma estreita relação entre corpo e espaço, vem se desenvolvendo no trabalho da artista desde o final da década de 90. Entre os exemplos mais recentes, estão as obras exibidas na Fundação Iberê Camargo (2008) e na Documenta de Kassel (2007), onde as intervenções de Iole possibilitaram uma nova visão estética da arquitetura dos prédios.
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